Quarta, 24 de Julho de 2024
Política Segurança Escolar

Distritais criticam instalação de detectores de metais em escolas públicas. Entenda

Deputados criticaram tanto a aquisição de detectores de metais como a contratação de serviços de reconhecimento facial pela pasta

16/05/2024 às 08h00 Atualizada em 28/05/2024 às 11h48
Por: Lorena Brum Fonte: Agência CLDF
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Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF
Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

As medidas de combate à violência nas escolas do Distrito Federal anunciadas, esta semana, pela Secretaria de Educação do DF repercutiram na sessão da Câmara Legislativa nesta terça-feira (14). Os deputados criticaram tanto a aquisição de detectores de metais como a contratação de serviços de reconhecimento facial pela pasta.

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O anúncio feito pela secretária de Educação é a confissão de incompetência”, afirmou o líder da Minoria na Casa, Gabriel Magno (PT). Na avaliação do distrital, as medidas propostas representam “a falência da política educacional”, ao passo que faltam porteiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais nas escolas públicas do DF. “Os estudantes não têm nem uniforme escolar, que é um elemento de segurança. Quero saber quanto vai custar a instalação dos detectores de metais”, completou.

“Tenho a sensação de que o governo toma decisões que não passaram por crivo técnico. Isso gera uma preocupação muito grande”, disse o deputado Fábio Felix (PSOL), “frustrado” com o anúncio da Secretaria de Educação.

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Citando um estudo da Unicamp, o distrital apontou que os casos de violência nas escolas são movidos por vingança, ódio, discriminação, racismo e misoginia.

É preciso olhar as evidências. Não adianta colocar detector de metal, essa é uma proposta simplista, que não passou por pesquisadores e professores”, argumentou.

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Assim como Magno, Felix defendeu a estruturação das escolas com profissionais que estimulem o diálogo e a mediação de conflitos. Segundo informou, a rede pública de ensino do DF conta com um psicólogo para cada 4.538 estudantes; e tem apenas dois assistentes sociais em seu quadro.

O deputado Max Maciel (PSOL) contou ter pesquisado as “gangues” do DF entre 2007 e 2010 e avaliou:

Antes de cometer violência, o jovem dá vários sinais, se isola dos amigos, fica irritado”.

O parlamentar ressaltou que esses sinais, contudo, podem não ser percebidos num contexto escolar de déficit de profissionais. 

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Texto de Denise Caputo - Agência CLDF

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